quarta-feira, 6 de junho de 2012

Importância da Ecologia para a Educação Ambiental.


Importância da utilização dos conhecimentos de Ecologia para a Educação Ambiental.



         A Educação Ambiental é um processo que tem como uns dos princípios básicos a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade; e uns dos seus objetivos fundamentais é o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos; a garantia de democratização das informações ambientais; o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social; o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania; construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada.

         E para efetuar tais princípios básicos e objetivos fundamentais da Educação Ambiental são determinantemente necessários os conhecimentos de Ecologia que é uma ciência que estuda as interações entre os organismos e seu ambiente, ou seja, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição. Ou seja: Ciência estudo das relações entre os seres vivos (fatores biotióticos) e o ambiente em que vivem (fatores abióticos).

         A grande compreensão dos conceitos ecológicos e da verificação das alterações de vários ecossistemas pelo homem levou ao conceito da Ecologia Humana que estuda as relações entre o homem e a biosfera, primordialmente do ponto de vista da manutenção da sua saúde, não só física, porém também social.


O Ciclo Biogeoquímico


O Ciclo Biogeoquímico



                A manutenção da vida do Planeta Terra depende da renovação de toda a matéria orgânica e inorgânica, e a sua reposição depende do ciclo biogeoquímico e de todos os seres vivos.

                O equilíbrio é fundamental para a sobrevivência dos seres vivos dos seres vivos. Cada etapa do ciclo biogeoquímico é de suma importância. A demora ou a falta de uma das etapas acarreta a inexistência do ciclo. Um exemplo é no processo fotossíntese onde a matéria inorgânica é transformada em orgânica, pelo seres fotossintetizantes, que por sua vez é usada pelos seres heterótrofos para seu desenvolvimento, crescimento e reposição da sua matéria com a morte deste seres entram em ação os decompositores que tem por oficio a transformação da matéria orgânica em matéria inorgânica.

                Se a matéria estacionar em uma das etapas do ciclo vai comprometer todas as outras etapas posteriores. A reposição de uma fase é feita pela fase anterior. O ultimo estagio do ciclo contribui bastante para a reposição da matéria. Para o bem do Planeta a morte não é um mal irremediável, tem uma importância crucial no ultimo nível trófico, devolvendo a matéria ao outro estágio do ciclo.

                De todos os outros seres vivos o animal intelectual, denominado ser humano, é o único dos animais que modifica drasticamente o meio onde escolheu como habitat. O animal intelectual com sua fúria de querer mais e mais, lançar,joga, descarta o excesso de matérias que muitas das vezes não tem tempo para ser ou não pode ser decomposto pelos seres decompositores. Estes excessos de materiais jogados no meio ambiente que são denominados lixo ou, em uma linguagem sustentavelmente correta, material reciclável. E é o destino que é dado ao excesso de material que define se ele será prejudicial (lixo) ou benéfico (material reciclável).

                Um dos locais de encontro social para o desenvolvimento do intelecto são as escolas, local também de contribuição para a produção de lixo. (papel, plástico, metais e outros). E qual é o destino deste lixo proveniente dos estabelecimentos para o desenvolvimento intelectual? Bem que a resposta poderia ser: são enviados para serem reciclados. Porem a verdade é que tem o mesmo destino irresponsável que os outros locais de encontro social, jogam em um lixão. Não fazendo jus ao objetivo primordial que é educar e formar futuros cidadãos conscientes.

                Não seria nada mal as escolas alem dos conteúdos básicos, introduzissem nos seus programas e planejamentos do calendário do ano letivo projetos práticos de educação ambiental como, por exemplo, relacionados à regra dos 3Rs. Tendo como o 1ºR: reduzir o material produzindo em excesso, 2ºR: reutilizar a maioria dos materiais e o que não for, deve passar para o 3ºR: reciclar, usar como matéria prima, todo material que não pode ser nem reduzido, nem reutilizado. Ensinando as novas gerações a cuidar no futuro do nosso Planeta.

A história do movimento ambientalista: da Revolução Industrial aos dias atuais.



            A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, em fins do século XVIII, e em outros países da Europa, nas duas primeiras décadas do século XIX. A conjuntura favorável a essa revolução foi a da escassez. Até meados do século XVIII, a energia que movia todo o sistema de produção provinha da madeira, gerando grandes áreas desmatadas. Foi, portanto, a prática de uma economia destruidora que gerou a necessidade de invenções e inovações. No entanto, para caracterizar um período como esse é preciso entender que as invenções e inovações estavam integradas à produção.

            Mas além das invenções mecânicas, também surgiram, em 1830, os primeiros resultados de pesquisas químicas relativas à produção de substâncias não-naturais, como foi o caso dos fertilizantes. A necessidade de compreensão dos mecanismos de funcionamento da natureza tinha o objetivo primordial de conhecê-la melhor para, então, melhor explorá-la e controlá-la. A mudança fundamental que se processou neste período, em relação à noção de natureza foi que a natureza deveria seguir o ritmo da produção, e não o contrário. No fim do século XIX, as críticas ao modo industrial de exploração deram origem ao que hoje conhecemos como Ecologia.

            Considera-se que o movimento ambientalista tenha surgido na Inglaterra, berço da Revolução Industrial. Pois as mudanças de atitude em relação às plantas e aos animais na sociedade inglesa foram muito influenciadas pelo pensamento científico e pelo comportamento da sociedade em relação à descaracterização das paisagens naturais pelo avanço da indústria. O ambientalismo foi ao mesmo tempo um movimento científico, social e político, recebendo várias influências, esse conjunto de idéias foi então levado para os Estados Unidos, onde ganhou força. Assim como na Inglaterra, à medida que os espaços naturais iam desaparecendo, aumentava o interesse pela história natural e com isto o movimento de proteção à natureza se dividiu em duas correntes principais: preservacionismo e conservacionismo.

            O preservacionismo procurava assegurar a existência de áreas e ecossistemas em seu estado natural, admitindo uso restrito para fins de educação e lazer. É nessa perspectiva que se inserem a criação dos parques naturais. Do ponto de vista dos preservacionistas, o ato de preservar assumia quase que uma atitude de sacralização da natureza.

            O conservacionismo parte do princípio de que os recursos naturais devem ser explorados de modo racional. A base desse princípio encontra-se na gestão e no manejo florestais, bastante desenvolvidos na Alemanha do século XIX. Os conservacionistas propunham a proteção de áreas florestais, embora permitindo uma exploração dessas áreas mediante um plano de manejo florestal. A idéia central dessa corrente era a de que as florestas não deveriam ser fechadas. Ao contrário, deveriam ser exploradas de modo racional e, assim, contribuir para o desenvolvimento econômico do país. Resumindo, para os conservacionistas o ambiente natural sem intervenção humana seria um mito.

            Percebemos que essas duas vertentes não questionam os modelos econômicos vigentes. Foi somente em meados do século XX que o ambientalismo começou a se preocupar com uma agenda de reivindicações pelo meio ambiente.

            O ambientalismo ganhou contornos mais diversificados e principalmente políticos na década de 1960. O marco dessa ruptura foi o livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson. Rapidamente ele se tornou uma referência para o movimento ecológico, porque ia além da divisão clássica entre preservacionistas e conservacionistas e mostrava como o padrão de crescimento econômico provocava uma seqüência de desastres ambientais.

            Foi nesse contexto que surgiu e expandiu-se um novo ambientalismo, apoiado em valores culturais, sociais, éticos e políticos, buscando a reformulação dos modelos de desenvolvimento vigentes.